O Inverno traz-nos, por todo o país, uma tradição secular: a matança do
porco. Este dia ritualizou-se pela importância que sempre representou na
economia familiar.
As Oliveiras, como as pessoas, quanto mais idosas mais interessantes, porque mais sábias. Este fim-de-semana cruzei-me com umas tantas de uma sabedoria extrema. A simplificação da sua representação é fruto dessa simbiose.
O Pão do Baldio ainda é um pão cozido em forno de lenha e com o sabor da tradição alentejana. É daqueles que dura mais de uma semana e e óptimo para fazer as açordas e as migas. Mas comprá-lo ainda fumegante com aquele extraordinário aroma a pão alentejano, é uma coisa do outro mundo!
O Pão do Baldio é, sem dúvida, um dos ex-libris do concelho de Reguengos de Monsaraz e é fabricado na aldeia de Santo António do Baldio.
Geralmente não compro produtos frescos porque é muito mais prático e mais rápido usá-los congelados. Hoje, comprei umas belas cavalas frescas e, resolvi comprar um molho de grelos de nabiça para as acompanhar. A contar com a tarde para as desenhar. Fiz três desenhos em três diferentes suportes.
Com este desenho, aproveito para desejar um Bom Ano a todos aqueles que o merecem.
Em Agosto de 2009 (http://luis-anca-desenhos.blogspot.com/2009/08/lisboa.html) publiquei três desenhos feitos neste sítio em diferentes datas:1977, 1982 e 2009.
Embora continue a publicar pouco, continuo a desenhar bastante. O meu processo de digitalização é muito demorado, porque tenho o hábito de digitalizar todos os trabalhos com uma resolução de 600 dpi e procuro que a cor da imagem seja o mais aproximado do desenho. Estes, são de hoje. Dia de reuniões. O caderno é A5, portanto os desenhos são A4. Usei uma parallel pen com tinta estilográfica.
Sempre gostei muito de desenhos a preto e branco. Tal como fotografias e filmes. Este, é o primeiro de uma série que comecei a realizar em folhas soltas, com a finalidade de realizar uma exposição que está marcada para daqui a quatro meses. Começa no meu atelier, acaba pelo Alentejo afora, quiçá no Éter...
A Praia do Barranco das Canas é um dos sítios mágicos desde a minha infância. Dramático é olhar para o lado onde grandes massas de betume destruíram o nosso Património Natural...
Desenho realizado durante o workshop «Viagem às Ilhas Selvagens» de Pedro Fernandes, no Museu Arqueológico do Carmo «A Viagem e o Diário Gráfico». A sessão de desenho foi na Praça Luís de Camões.